segunda-feira, 26 de julho de 2010

As indagações do professor.

“Vamos começar a conversa por dois placares recentes: Holanda 2 x Brasil 1; Ensino Médio Brasileiro 3,6 x Educação de Qualidade 0. Agora responda: Qual dos dois placares causou forte consternação no País, com brasileiros arrancando os cabelos e ameaçando afogar-se no dique? O da copa ou o do Ideb?”
*Trecho extraído do artigo do educador e poeta Jorge Portugal, intitulado de “Educação e cabeças de bola” do Jornal A Tarde, dia 20/7/2010.

As indagações do professor Portugal no texto do jornal A Tarde nos levam a reflexões diversas; no entanto, vou apenas exemplificar um episódio recente que coaduna com as indagações do professor. No mês de março do corrente ano, encerrou-se o Reality Show da Rede Globo de televisão, o BBB 10. Naquela oportunidade, a emissora informou que durante as exibições do programa foram recebidos 160 milhões de acessos de telespectadores para votar nos candidatos que disputavam o prêmio final.

Quando observamos a preocupação do professor Portugal no que diz respeito ao interesse do nosso povo por questões que não contribuem para o desenvolvimento do nosso País, chegamos à conclusão que os nossos políticos “deitam e rolam” por saberem que os eleitores pouco estão se importando com as atitudes dos mesmos.

Vamos fazer um exercício de imaginação: Já pensou se aqueles 160 milhões de acessos para o BBB e aqueles que “enlouqueceram” porque a seleção brasileira não trouxe o caneco, se interessassem assim também com os debates políticos? Obviamente que o comportamento dos nossos governantes seria com certeza outro.

Vamos aproveitar este momento de campanha política para refletirmos bastante, pois as transformações que precisamos no País estão em nossas mãos.

Até breve.
*Digitado por Kleyton Assis.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

As idéias do empresário.

Na última quarta-feira, dia 21, os radialistas Jairo Mascarenhas e Sérgio Ferreira no Programa Bom dia Simões Filho, da emissora Simões Filho FM 87.9, entrevistaram o empresário do setor de auto peças do comércio da nossa Cidade, Senhor Nilton Novaes Caldas. Fiz questão de cá de meu canto acompanhar a entrevista ponto por ponto. No decorrer das conversas, pude observar a preocupação do empresário com os gargalos que travam o desenvolvimento do comércio e, conseqüentemente, da cidade de Simões Filho como um todo.

O Senhor Nilton enumerou os gargalos existentes e apontou quais seriam as soluções imediatas e a médio e longo prazo.

Confesso que me simpatizei bastante com o exposto pelo entrevistado; como sou otimista até o tutano, entendo que os obstáculos só são intransponíveis para quem fica de braços cruzados, às vezes convenientemente.

Mais adiante veio a pergunta feita por Jairo Mascarenhas que achei crucial: “O Senhor apoiou nas últimas eleições o atual prefeito, e agora se desligou do mesmo; caiu fora do barco?”. Resposta do senhor Nilton: “Não caí fora do barco porque o meu barco é Simões Filho, onde resido há 35 anos”. Segundo o entrevistado, foi apresentado ao então candidato um projeto de expansão para o município, onde eliminaria os gargalos citados; foi aceito, porém depois que assumiu a administração lhe foi dito que o projeto só poderia ser discutido depois de um ano de administração. Esta foi à razão, segundo o senhor Nilton, que fez com que ele se afastasse, pois o compromisso assumido deixou de ser cumprido.

É por estas e outras histórias que conheço de nossa cidade, é que tem dito que precisamos nos politizar cada vez mais, e buscar o entendimento entre todas as correntes de pensamentos e promover os debates de idéias para que unificadamente possamos chegar a um denominador e provar que somos capazes de dirigir os destinos de nosso município, pois acredito que sem unidade não conseguiremos as transformações que desejamos.

Voltarei já.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Estamos de volta com as eleições 2010.

Atenção companheiros e companheiras.

Amigos e amigas, convergentes e divergentes, após alguns dias de recesso, estou aqui de volta, em um momento que considero bastante importante, por estarmos em plena campanha eleitoral para as eleições gerais de 3 de outubro. Sabemos que iremos eleger o presidente da república, 27 governadores, 2 senadores por Estado, e deputados estaduais e federais em todo país.

Na Bahia, estaremos elegendo 63 representantes para a Assembléia Legislativa e 39 deputados federais. Esta é a oportunidade que temos para fazer bastante reflexão sobre quem nós vamos escolher para depositar o nosso voto de confiança durante quatro anos, pois o que irá acontecer ou não acontecer é de nossa responsabilidade.

Aqui em Simões Filho, alguns segmentos têm se preocupado em eleger para deputado estadual um ou dois representantes legítimos da Cidade, mas infelizmente pelo que está sendo posto, algumas pessoas ditas liderança não estão interessadas que isto aconteça.

Será que vamos ficar eternamente colocando alienígenas no poder?
Até breve!

Aproveitando a oportunidade, conforme o texto acima, entendo ser pertinente a transcrição desta nota do Jornal A Tarde, publicada no dia 18 de julho.

POLÍTICA COM VATAPÁ: Criando Problema

Alceu Barros, hoje prefeito de Pedrão, estava desempregado e resolveu procurar o amigo Osório Vilas Boas, então presidente da Câmara de Salvador. Foi recebido com festa:
-Grande Alceu!... A que devo a honra?
- à necessidade, Osório. Infelizmente. Estou desempregado e como você disse que qualquer coisa que eu precisasse lhe procurasse, vim lhe ver.
- Ora, Alceu. Um homem do seu quilate moral e da sua competência profissional (é contador) não pode ficar assim. Se considere um ex-desempregado. Amanhã pode abrir o Diário Oficial e confira.
Dia seguinte Alceu correu ao D.O., estava lá o decreto nomeando-o assessor especial da presidência. Procurou Osório.
- Osório, vim aqui por dois motivos. Lhe dizer muito obrigado e também saber onde é que vou trabalhar.
E Osório:
- Oh, Alceu... Eu já atendi seu pedido, agora atenda o meu. Não me crie problemas!...

Será que pérola deste quilate acontece em Simões Filho? É preciso ficarmos de olhos abertos.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Pérolas na política.

POLÍTICA COM VATAPÁ: O Endereço

Essa integra o folclore dos meios jurídicos.
Leônidas Fernandes Leão marcou época como juiz de direito em Ipiaú nos anos 50. Era figura de proa na sociedade local, conhecido, respeitado e querido por todos, fundador da Loja Maçônica local, hoje nome de uma das mais importantes ruas da cidade.

Belo dia, ele comandava audiência num processo sobre um assassinato. Diante dele, a única testemunha do trágico episódio, uma prostituta. Ele começa:

- Diga seu nome completo.
Ela disse, o magistrado prosseguiu:
- Profissão.
Ela pensou, paparicou, cravou:
- Doméstica.
- Endereço.
A distinta reagiu indignada:
- Ah, Dr. Leônidas, o senhor vai lá todo dia e vem me perguntar isso? Aí já é demais...
*FONTE: Jornal A Tarde, sábado 29 de Maio de 2010.

Aviso aos navegantes:

Temos alguns ‘chegados’ em Simões Filho pertencentes à Loja Maçônica; mirem-se no episódio citado acima, e quando forem ‘navegar’ não esqueçam o colete salva-vida.

Estamos entrando em recesso junino. Até breve!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Pérolas na política.

A lei e a casca de banana

Há duas semanas, os alunos da rede municipal de ensino estão fora da sala de aula, devido à greve deflagrada pelos professores, por conta de um impasse nas negociações entre o sindicato da categoria e a administração municipal. Por uma questão de princípio, não sou contra qualquer movimento reivindicatório de trabalhadores, que por algum impasse seja necessário chegarem à greve, por entender que os trabalhadores sempre estão com a razão, e os patrões estão sempre ávidos em tentar desclassificá-los.

Toda terça-feira, a rádio Simões Filho Fm 87,9 através de suas ondas sonoras, coloca na minha residência a seção da Câmara Municipal. Na última seção, dia 08 do corrente mês, os trabalhos estavam sendo desenvolvidos proveitosamente, quando o vereador Orlando Carvalho em uma “questão de ordem” solicitou do senhor presidente a prorrogação do horário regimental, no que foi atendido, pois tinha uma INDICAÇÃO muito importante para ser apresentada. A indicação de n° 219 pedia a revogação da lei 777/2009, que no entendimento do edil era o objeto de entrave das negociações entre o sindicato dos professores e a administração municipal. Após a leitura do teor da indicação citada, o vereador Adolfo Cezimbra, aparteou solicitando que aquela indicação fosse retirada de discussão, pois a lei referida já não existia, pois a sua validade era somente para o exercício de 2009.

Após escutar a leitura do texto da citada lei pelo vereador Adolfo, cheguei à conclusão que o representante da administração municipal, o secretário Valdomiro, colocou uma “casca de banana” para o sindicato que por sua vez convidou o vereador Orlando para escorregarem juntos. Isto não aconteceu graças à experiência do vereador Adolfo.

Fiquei surpreso, pois sei que no sindicato tem PESSOAS DE VASTA MEMÓRIA (PVM), como os amigos professores Nonato e Edmilson, entre outros, e não estavam atentos a colocação desta “casca de banana”.

É preciso que os senhores vereadores analisem bem suas propostas antes de encaminhá-las para evitar vexames como o acontecido.

É por essas e outras que as “pérolas políticas” continuam desfilando na nossa cidade.

Até breve.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Salvemos o CESA.

Jornal A Tarde – Tempo Presente – 26/05/2010

DINHEIRO TRAVADO

Desde 2007 a Prefeitura de Simões Filho não repassa os recursos doados por empresas como Bosch e Gerdau (via Conselho Municipal da Criança e do Adolescente) ao Centro Educacional Santo Antonio, unidade de ensino das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid).
O valor retido ultrapassa R$ 159 mil. O Conselho de Administração das Osid já fala até em fechar o Centro, que funciona desde 1960 e atende hoje 800 crianças e jovens.

Jornal A Tarde – Tempo Presente – 27/05/2010

DINHEIRO TRAVADO

Sobre a nota ‘Dinheiro travado’, dizendo que a Prefeitura de Simões Filho retém desde 2007 mais de R$ 159 mil de doações de empresas para o Centro Educacional Santo Antônio, das Obras Sociais de Irmã Dulce, a secretária Lúcia Helena Abreu, do Trabalho e Desenvolvimento Social, diz que ‘o valor exato do convênio assinado em 20 de abril de 2010, tendo como objeto o repasse dos recursos das empresas, Gerdau, Bosch, Gás Butano e Procifar, é de R$ 159.495,15, e está acordado no referido convênio que estes recursos serão repassados em duas parcelas e a primeira parcela foi paga no dia 24 último’.
Ok. O fato objetivo é que o dinheiro doado pelas empresas está retido desde 2007.

MINHA OPINIÃO

Estas duas “notas” publicadas no jornal A Tarde nos remetem há algumas reflexões: 1 –Se o dinheiro estava retido desde 2007, significa que os administradores anteriores foram no mínimo depositários infiéis. 2 – Quando a secretária citada confirma que assinou um convênio para o repasse das verbas está confirmando também que estas verbas realmente estavam retidas na prefeitura desde a data expressa na primeira nota. 3 – De quem seria o interesse do fechamento do estabelecimento explicitado na nota do dia 26? Alguém poderia responder? 4 – Sabemos que aquela área onde está edificado o centro de ensino é de grande valor comercial e tem muita “gente” de olho naquele terreno.

É preciso que toda a sociedade simõesfilhense reflita sobre essa situação, pois conforme dito são 40 anos de serviços prestados, e sabemos que aquele centro educacional já salvou muitas crianças filhas de pessoas de baixa renda, e não podemos admitir que deixe de existir.

Até breve.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pérolas na política.

O homem dos 3 mil votos

Após muita luta (é preciso lutar sempre), em 1985 as capitais, regiões metropolitanas e estâncias minerais resgataram suas autonomias políticas, que haviam sido usurpadas pelo regime ditatorial que foi sepultado naquele ano. Naquele mesmo ano, foram realizadas eleições só para prefeitos, pois os vereadores eleitos em 1982 tiveram prorrogação de mandato por mais dois anos.

Em 1988, na campanha para prefeitos e vereadores em Simões Filho, tendo como um dos candidatos a prefeito o Dr. Berlindo Mamede de Oliveira, que foi eleito e governou a cidade de 1° de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992.

Em uma das reuniões de avaliação de campanha, um dos candidatos a vereador saiu com esta: “Doutor Berlindo, eu garanto ao senhor que só do ponto de parada eu desço com três mil votos”. Todos os presentes a reunião ficaram abismados por não conhecer o cabedal eleitoral do dito cujo candidato a vereador, e a partir daquele momento a expectativa foi geral.

Em um dos comícios, como de praxe, os oradores têm um limite de tempo; no momento do dito candidato ele disparou na oratória e não teve limite de tempo que fizesse o mesmo parar. Como o homem era “portador” de vasto cabedal, conforme dito acima, foi-se tolerando até um ponto que não dava mais. Aí veio o tradicional tapinha no ombro na tentativa de fazer com que o cidadão parasse, e nada; o apresentador do comício usando o dedo indicador deu umas “cutucadas” nas costelas do orador, e aí ele atacou com esta: “Eu são sou boi pra você está me ferruando”.

Veio o dia da eleição, os eleitores cumpriram o seu dever cívico, e partiu-se para a apuração dos votos, e sabem o que aconteceu? O homem do grande cabedal eleitoral não foi eleito porque teve apenas menos de duzentos votos.

Esta é alguma das pérolas que acontecem no nosso mundo político.
Até breve!