Os novos dados do censo 2010, divulgados em novembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 23,91% da população brasileira tem algum tipo de deficiência. Existem no Brasil 6.585.308 pessoas com deficiência visual. Deste total 582.624 pessoas possuem cegueira e 6.056.684 possuem baixa visão. Para o IBGE, outras 29.000.000 de pessoas que declararam possuir alguma dificuldade de enxergar também são contabilizados como pessoas com deficiência visual. Porém a definição de saúde determina dois grupos de deficiência: cegueira ou baixa visão. Portanto, a deficiência visual severa foi a que apresentou maior incidência. 3,5% declararam possuir grande dificuldade ou nenhuma capacidade de enxergar, sendo 1,5% em 2000.
A deficiência motora severa foi a segunda maior, apontada por 2,3% dos que declararam possuir alguma deficiência. Em 2000, o índice foi de 1,4%. O percentual de pessoas com deficiência auditiva severa aumentou de 0,6% para 1,1%. A deficiência intelectual foi a única que apresentou redução, passando de 1,7% da população em 2000, para 1,4% em 2010. Em um relatório lançado esse ano, a Organização Mundial da Saúde aponta que retinopatia diabética, glaucoma e degeneração macular relacionada a idade (DMRI) são as principais causas da cegueira na população adulta. Entre as crianças, as principais causas são retinopatia da prematuridade e glaucoma congênito.
Baseado nessas informações, recentemente o governo federal lançou o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Viver Sem Limite). O programa reúne ações estratégicas em educação, saúde, cidadania e acessibilidade. Com o Viver Sem limite, o governo pretende promover a inclusão social e autonomia da pessoa com deficiência, eliminando barreiras e permitindo o acesso a bens e serviços.
*FONTE: Fundação Dorina, através da Revista Veja Falada.
Aqui neste espaço debaterei e ouvirei opiniões sobre os diversos assuntos que permeiam nossa vida cotidiana. Buscarei sempre dar um olhar particular as questões do dia-a-dia, expondo a minha "Visão dos Fatos" particulares, coletivos, municipais, estaduais, do país e do mundo.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Ademário Ribeiro, poeta e historiador!
"
Prefácio
As histórias oral e escrita de Simões Filho não diferem entre si – delas, se conhecem detalhes e vieses. Quando muito, encontramos poucas fontes e minutas referências. Muito do que teve e tem este Município, podia e pode ser propulsor de crescimento e desenvolvimento – porém, enquanto, perdurar a mentalidade fragmentadora, mais o alheamento, - estes descaminhos vão dar numa encruzilhada, - comprometendo o tecido sociocultural, o humano e a sua cultura e nesta perplexidade as gerações que já nos avizinham.
Município bem servido pela natureza: colinas, tabuleiros, rios e matas que se juntam aos manguezais da Baía de Aratu, espécies de restinga e remanescentes de Mata Atlântica denotam um cenário de integração bafejado pelos ventos marinhos. A nossa terra foi habitada por etnias da grande massa dos Tapuia nos primórdios de Pindorama e bem antes da colonização, pelas etnias de linhagem dos Tupi com a predominância dos Tupinambá, que tiveram participação nas lutas pela consolidação da Independência da Bahia em 2 de julho de 1823, ao lado dos africanos e brasileiros, que almejavam um Brasil livre da tirania.
Do Forte do Barbalho saíam as grandes boiadas pela Estrada Geral do Sertão, antes passando sobre a Ponte das Boiadas, situada na estratégica falha geológica, ali nas imediações do viaduto da BR-324 e da ponte ao lado, atravessando e alcançando outros estados. Resgatar esses rasgões no tecido histórico é respeitar esse passado e a identidade, oferecendo ao presente uma contribuição cidadã, promovendo um futuro promissor.
Não só dos habitantes seculares, mas resgatar as manifestações populares e artísticas daquele período até os nossos dias, aqui introduzidas com a chegada dos imigrantes portugueses e africanos e os migrantes de vários pontos do país, principalmente do Nordeste, Sertão e Recôncavo baiano.
Bumba-meu-boi, ternos de reis, lindro de amor, maracatu, rezas, simpatias, artesanato e violas e tambores que “vestiam” de sons e percussões as danças, inclusive a Dança de São Gonçalo, e seu conjunto de saber herdado por Seu Mathias, (de saudosa memória) dos quilombolas da Fazenda Mocambo, seus ancestrais do Recôncavo, em Pitanga dos Palmares.
Os folguedos, rezas e cultos que se comunicavam pelo Oiteiro, Dambe, Cotegipe, Muriqueira (atual Góes Calmon), Matoim, com fiéis e cortejos de populares do Recôncavo e da Região Metropolitana de Salvador. Os migrantes perderam as fazendas e engenhos e se foram para a capital ou para o sul do país. Foi um fluxo e um refluxo - vinda e ida, - retirada e debandada. A cidade e a cidadania estoteiam! Cadê as grandes boiadas com sua estrada e sua ponte? Cadê o Ipê-do-brejo que tinha aqui? Cadê os povos que cultuavam ao redor daquelas gameleiras (Iroko-Ioko-Tempo) na estrada dos Eucaliptos e que é “morada” de um Orixá ou Encantado, marcando, assinalando um tempo místico e mítico? Cadê o Rio Joanes, agonizando com o seu assoreamento, mas ainda “servindo” várias cidades? Cadê as palmeiras imperiais e remanescentes da Mata Atlântica na Unidade Ecológica de Cotegipe?... Ciranda, cirandinha, vamos todos resgatar?!
Mapear esses mananciais, riquezas folclóricas e artísticas. Desenvolver projetos de arte, cultura e educação a partir da história e da geografia de Simões Filho que já foi Água Comprida e que bem antes era Cotegipe: Caminho das Cotias. Fazer uma “ponte” entre as ruínas da Paróquia São Miguel de Cotegipe e do cais à sua frente, Igreja construída em 1608 pelo quarto bispo do Brasil – D. Constantino Barradas. Os manguezais, os tantos rios, lagoas, lagos e cachoeiras. Associar esta valorização a programas de educação ambiental que contemplem estas questões, perseverando e educando a sociedade para uma ação proativa e de consciência eco-histórico-cultural. A cidade é de todos. Desde o período das tribos primevas até às tribos que ainda estão chegando. Mesmo com sua geografia acentuada e descarrilada a sua história, é preciso sonhar, desconstruir e reconstruir o Município sem a sanha das aves de arribação: xô! Xô desalmado carcará! Como diz Gilberto Gil: “Trocar o Logus da posteridade pelo ‘logo’ da prosperidade [...]”.
A municipalidade é a pulsação da sociedade. A contemporaneidade exige o resgate dessa herança, a construirmos sua face identitária com sua pluralidade e diversidade, pois, como esfinges, - as Gameleiras e as Três Pontes, - nos inquirem, tomada de rumo e garantia de afirmação!
Desta comprida história, existe um obstinado homem, Sr. Antonio Apolinário da Hora, seu Tuninho, que entre o atendimento a um freguês e outro, vivia anotando, escrevinhando, rascunhando estas tantas pernas e rasgões no seu Bazar Estrela. Ele que Hermínio Bonifácio, Walter Tolentino Alvares, Noêmia Meirelles e Altamirando Ramos, oferece-nos, neste momento, o seu livro HISTÓRIAS COMPRIDA – lume acesso de sua ‘lamparina’ sempre azeitada de memórias, seriedade e muito esforço! Sua agenda de serviços prestados a esta municipalidade é quem mede a sua contribuição. Seu Tuninho estava sempre resolvido a trazer pra o presente estas páginas e para este livro, - ele fez diversas recorrências: são histórias e mais histórias relatadas com apaixonamentos pela terrinha e sua gente – que fazem-me citar alguns versos da poesia Infância de Carlos Drummond de Andrade: “[...] comprida história que não acaba mais [...] e eu não sabia que minha história era mais bonita que a de Robinson Crusoé!”
Só um líder genuíno não dá meia-volta às dificuldades ou senta-se na pedra esperando a banda passar! Tranqueiras de pau obstruem a sua estrada, mas, a mente não tem fronteiras, e , ele, obstinado, gritou vivas aos Tupinambá, ao Ipê do Brejo, aos Engenhos, aos Ternos de Reis,
à Dança de São Gonçalo, à Pedra do Caboclo, ao Milagre de Santa Luzia, ao Dambe e ao Tanque do Coronel! Ele não é nuvem branca, nunca foi Ave de Arribação, (é sim), o que nos escreveu o poeta, Mário Quintana em seu Poeminha do Contra:
Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
Esse homem, este líder, merece mais que cortesia (embora carecemos demais da civilidade!), mas de respeito pela sua batalha nesta Terra e pela sua Gente, pela generosidade em memória trazida no seu HISTÓRIA COMPRIDA, - que os sinos dobrem por suas páginas de Resgate e Paixão: Vivamos a Simões Filho que queremos!
"
Ao transcrever neste espaço o prefácio escrito por Ademário Ribeiro, no livro História Comprida, o faço com misto de dever e satisfação, pois no meu entendimento o prefaciante ainda não teve por parte das nossas autoridades municipais o reconhecimento que o mesmo merece.
Quero acreditar que todos aqueles que leram como eu li o livro História Comprida, de autoria do Senhor Antonio Apolinário da Hora, ficaram altamente gratificados pelo mergulho nas entranhas históricas do nosso município.
Por outro lado, na minha visão dos fatos, tivemos uma certa dose de frustração por não termos assistido nenhuma comemoração cívica no 7 de novembro deste 2011, ano do cinqüentenário da cidade.
Até a próxima!
Prefácio
As histórias oral e escrita de Simões Filho não diferem entre si – delas, se conhecem detalhes e vieses. Quando muito, encontramos poucas fontes e minutas referências. Muito do que teve e tem este Município, podia e pode ser propulsor de crescimento e desenvolvimento – porém, enquanto, perdurar a mentalidade fragmentadora, mais o alheamento, - estes descaminhos vão dar numa encruzilhada, - comprometendo o tecido sociocultural, o humano e a sua cultura e nesta perplexidade as gerações que já nos avizinham.
Município bem servido pela natureza: colinas, tabuleiros, rios e matas que se juntam aos manguezais da Baía de Aratu, espécies de restinga e remanescentes de Mata Atlântica denotam um cenário de integração bafejado pelos ventos marinhos. A nossa terra foi habitada por etnias da grande massa dos Tapuia nos primórdios de Pindorama e bem antes da colonização, pelas etnias de linhagem dos Tupi com a predominância dos Tupinambá, que tiveram participação nas lutas pela consolidação da Independência da Bahia em 2 de julho de 1823, ao lado dos africanos e brasileiros, que almejavam um Brasil livre da tirania.
Do Forte do Barbalho saíam as grandes boiadas pela Estrada Geral do Sertão, antes passando sobre a Ponte das Boiadas, situada na estratégica falha geológica, ali nas imediações do viaduto da BR-324 e da ponte ao lado, atravessando e alcançando outros estados. Resgatar esses rasgões no tecido histórico é respeitar esse passado e a identidade, oferecendo ao presente uma contribuição cidadã, promovendo um futuro promissor.
Não só dos habitantes seculares, mas resgatar as manifestações populares e artísticas daquele período até os nossos dias, aqui introduzidas com a chegada dos imigrantes portugueses e africanos e os migrantes de vários pontos do país, principalmente do Nordeste, Sertão e Recôncavo baiano.
Bumba-meu-boi, ternos de reis, lindro de amor, maracatu, rezas, simpatias, artesanato e violas e tambores que “vestiam” de sons e percussões as danças, inclusive a Dança de São Gonçalo, e seu conjunto de saber herdado por Seu Mathias, (de saudosa memória) dos quilombolas da Fazenda Mocambo, seus ancestrais do Recôncavo, em Pitanga dos Palmares.
Os folguedos, rezas e cultos que se comunicavam pelo Oiteiro, Dambe, Cotegipe, Muriqueira (atual Góes Calmon), Matoim, com fiéis e cortejos de populares do Recôncavo e da Região Metropolitana de Salvador. Os migrantes perderam as fazendas e engenhos e se foram para a capital ou para o sul do país. Foi um fluxo e um refluxo - vinda e ida, - retirada e debandada. A cidade e a cidadania estoteiam! Cadê as grandes boiadas com sua estrada e sua ponte? Cadê o Ipê-do-brejo que tinha aqui? Cadê os povos que cultuavam ao redor daquelas gameleiras (Iroko-Ioko-Tempo) na estrada dos Eucaliptos e que é “morada” de um Orixá ou Encantado, marcando, assinalando um tempo místico e mítico? Cadê o Rio Joanes, agonizando com o seu assoreamento, mas ainda “servindo” várias cidades? Cadê as palmeiras imperiais e remanescentes da Mata Atlântica na Unidade Ecológica de Cotegipe?... Ciranda, cirandinha, vamos todos resgatar?!
Mapear esses mananciais, riquezas folclóricas e artísticas. Desenvolver projetos de arte, cultura e educação a partir da história e da geografia de Simões Filho que já foi Água Comprida e que bem antes era Cotegipe: Caminho das Cotias. Fazer uma “ponte” entre as ruínas da Paróquia São Miguel de Cotegipe e do cais à sua frente, Igreja construída em 1608 pelo quarto bispo do Brasil – D. Constantino Barradas. Os manguezais, os tantos rios, lagoas, lagos e cachoeiras. Associar esta valorização a programas de educação ambiental que contemplem estas questões, perseverando e educando a sociedade para uma ação proativa e de consciência eco-histórico-cultural. A cidade é de todos. Desde o período das tribos primevas até às tribos que ainda estão chegando. Mesmo com sua geografia acentuada e descarrilada a sua história, é preciso sonhar, desconstruir e reconstruir o Município sem a sanha das aves de arribação: xô! Xô desalmado carcará! Como diz Gilberto Gil: “Trocar o Logus da posteridade pelo ‘logo’ da prosperidade [...]”.
A municipalidade é a pulsação da sociedade. A contemporaneidade exige o resgate dessa herança, a construirmos sua face identitária com sua pluralidade e diversidade, pois, como esfinges, - as Gameleiras e as Três Pontes, - nos inquirem, tomada de rumo e garantia de afirmação!
Desta comprida história, existe um obstinado homem, Sr. Antonio Apolinário da Hora, seu Tuninho, que entre o atendimento a um freguês e outro, vivia anotando, escrevinhando, rascunhando estas tantas pernas e rasgões no seu Bazar Estrela. Ele que Hermínio Bonifácio, Walter Tolentino Alvares, Noêmia Meirelles e Altamirando Ramos, oferece-nos, neste momento, o seu livro HISTÓRIAS COMPRIDA – lume acesso de sua ‘lamparina’ sempre azeitada de memórias, seriedade e muito esforço! Sua agenda de serviços prestados a esta municipalidade é quem mede a sua contribuição. Seu Tuninho estava sempre resolvido a trazer pra o presente estas páginas e para este livro, - ele fez diversas recorrências: são histórias e mais histórias relatadas com apaixonamentos pela terrinha e sua gente – que fazem-me citar alguns versos da poesia Infância de Carlos Drummond de Andrade: “[...] comprida história que não acaba mais [...] e eu não sabia que minha história era mais bonita que a de Robinson Crusoé!”
Só um líder genuíno não dá meia-volta às dificuldades ou senta-se na pedra esperando a banda passar! Tranqueiras de pau obstruem a sua estrada, mas, a mente não tem fronteiras, e , ele, obstinado, gritou vivas aos Tupinambá, ao Ipê do Brejo, aos Engenhos, aos Ternos de Reis,
à Dança de São Gonçalo, à Pedra do Caboclo, ao Milagre de Santa Luzia, ao Dambe e ao Tanque do Coronel! Ele não é nuvem branca, nunca foi Ave de Arribação, (é sim), o que nos escreveu o poeta, Mário Quintana em seu Poeminha do Contra:
Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
Esse homem, este líder, merece mais que cortesia (embora carecemos demais da civilidade!), mas de respeito pela sua batalha nesta Terra e pela sua Gente, pela generosidade em memória trazida no seu HISTÓRIA COMPRIDA, - que os sinos dobrem por suas páginas de Resgate e Paixão: Vivamos a Simões Filho que queremos!
"
Ao transcrever neste espaço o prefácio escrito por Ademário Ribeiro, no livro História Comprida, o faço com misto de dever e satisfação, pois no meu entendimento o prefaciante ainda não teve por parte das nossas autoridades municipais o reconhecimento que o mesmo merece.
Quero acreditar que todos aqueles que leram como eu li o livro História Comprida, de autoria do Senhor Antonio Apolinário da Hora, ficaram altamente gratificados pelo mergulho nas entranhas históricas do nosso município.
Por outro lado, na minha visão dos fatos, tivemos uma certa dose de frustração por não termos assistido nenhuma comemoração cívica no 7 de novembro deste 2011, ano do cinqüentenário da cidade.
Até a próxima!
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Bravos brasileiros.
Brasil fica em 1° lugar no quadro de medalhas do PARAPAN
O desempenho dos atletas brasileiros no PARAPAN 2011, encerrado no dia 22 de novembro, em Guadalajara, no México, superou as expectativas de atletas e do Comitê Paraolímpico Brasileiro.
Com 81 medalhas de ouro, 61 de prata, e 55 de bronze, o País repetiu o 1° lugar no quadro geral de medalhas conquistado no Rio de Janeiro, há quatro anos, mas é a primeira vez que conquista uma competição multidesportiva fora do País.
A equipe deixou EUA e México como segundo e terceiro colocados, respectivamente. Além das medalhas, o Brasil ampliou o número de vagas nas próximas Paraolimpíadas em agosto de 2012, em Londres.
Com os recordes alcançados pelos atletas foram garantidas 104 vagas aos brasileiros. Para incentivar essa participação, o Comitê Paraolímpico firmou convênio e contrato com o governo do Estado de São Paulo para viabilizar a criação do time São Paulo Paraolímpico, projeto que contempla 25 dos melhores atletas com deficiência no Brasil, a fim de prepará-los para os jogos paraolímpicos de Londres. O convênio prevê ajuda de custo para atletas e treinadores, suporte para aquisição de materiais esportivos e cobertura de viagens em competições.
*FONTE: Fundação Dorina Nowill, através da Revista Veja Falada.
Este informe da Fundação Dorina nos remete a refletir sobre as bravuras destes brasileiros portadores de deficiência que demonstraram do que são capazes e que precisam tão somente de oportunidades.
Eu, com a minha perda total de visão, sinto-me feliz ao tomar conhecimento de feitos desta magnitude por entender que os maiores obstáculos enfrentados pelas pessoas portadoras de deficiência são os preconceitos da nossa sociedade.
Em Simões Filho, infelizmente não existe um programa oficial de incentivo que busque identificar aptidões entre as pessoas portadoras de deficiência residentes em nossa cidade.
Sabemos que existem verbas do governo federal para programas deste tipo, mas é necessário vontade política e projetos a serem encaminhados pelo governo municipal.
Até a próxima.
Desejo a todos uma ótima semana.
O desempenho dos atletas brasileiros no PARAPAN 2011, encerrado no dia 22 de novembro, em Guadalajara, no México, superou as expectativas de atletas e do Comitê Paraolímpico Brasileiro.
Com 81 medalhas de ouro, 61 de prata, e 55 de bronze, o País repetiu o 1° lugar no quadro geral de medalhas conquistado no Rio de Janeiro, há quatro anos, mas é a primeira vez que conquista uma competição multidesportiva fora do País.
A equipe deixou EUA e México como segundo e terceiro colocados, respectivamente. Além das medalhas, o Brasil ampliou o número de vagas nas próximas Paraolimpíadas em agosto de 2012, em Londres.
Com os recordes alcançados pelos atletas foram garantidas 104 vagas aos brasileiros. Para incentivar essa participação, o Comitê Paraolímpico firmou convênio e contrato com o governo do Estado de São Paulo para viabilizar a criação do time São Paulo Paraolímpico, projeto que contempla 25 dos melhores atletas com deficiência no Brasil, a fim de prepará-los para os jogos paraolímpicos de Londres. O convênio prevê ajuda de custo para atletas e treinadores, suporte para aquisição de materiais esportivos e cobertura de viagens em competições.
*FONTE: Fundação Dorina Nowill, através da Revista Veja Falada.
Este informe da Fundação Dorina nos remete a refletir sobre as bravuras destes brasileiros portadores de deficiência que demonstraram do que são capazes e que precisam tão somente de oportunidades.
Eu, com a minha perda total de visão, sinto-me feliz ao tomar conhecimento de feitos desta magnitude por entender que os maiores obstáculos enfrentados pelas pessoas portadoras de deficiência são os preconceitos da nossa sociedade.
Em Simões Filho, infelizmente não existe um programa oficial de incentivo que busque identificar aptidões entre as pessoas portadoras de deficiência residentes em nossa cidade.
Sabemos que existem verbas do governo federal para programas deste tipo, mas é necessário vontade política e projetos a serem encaminhados pelo governo municipal.
Até a próxima.
Desejo a todos uma ótima semana.
domingo, 27 de novembro de 2011
É preciso saber.
Exame de fundo de olho será obrigatório nas maternidades
A oftalmoscopia ou exame de fundo de olho, que permite diagnosticar problemas precocemente nos recém-nascidos deve-se tornar obrigatório em todas as maternidades brasileiras.
A lei que estatele a obrigatoriedade foi aprovada há algum tempo no estado do Mato Grosso. Posteriormente, lei semelhante foi aprovada por unanimidade na câmara municipal de Curitiba. Em Minas Gerais e Manaus há propostas semelhantes. O projeto do deputado Gilmar Machado, na câmara federal, e do senador Marcelo Crivela, no senado, deve estender a norma para todo Brasil. O oftalmologista Virgílio Seturion, que é diretor do Instituto de Moléstias oculares explica que o exame avalia as condições do humor vítreo, do humor aquoso, da retina, dos nervos sanguíneos e do nervo óptico que leva os estímulos visuais já convertidos em sinais elétricos até o cérebro.
Para o especialista, as pessoas que fazem o exame oftalmológico anual devem também ser submetidas a oftalmoscopia, pois o exame é capaz de detectar glaucoma, distúrbios da retina, além de males ligados não diretamente a visão, como diabetes, leucemia, inflamações reumáticas, tuberculose, toxoplasmose, desequilíbrios da tireoide, entre outros.
Seturion afirma que o ideal é que os bebês já fossem submetidos ao exame logo após o nascimento, e isso é necessário principalmente para prematuros e filhos de mãe que tiveram infecções durante a gestação. A oftalmo pediatra Maria José Carrari diz que nos recém-nascidos o exame identifica a existência de retinoblastoma, uma espécie de tumor, a catarata congênita, a retinoplastia da prematuridade que pode resultar em cegueira e também o citomegalovírus e sífilis que podem levar a visão normal. Ela explica que é muito importante o diagnóstico precoce dos problemas da visão, e que indícios da visão subnormal podem ser verificados pela própria família. São sintomas, por exemplo, o desinteresse da criança em olhar para os brinquedos e não reconhecer os rostos familiares, guiando-se mais pelos sons, e ao seguir diariamente objetos e pessoas.
FONTE: Fundação Dorina Nowill para Cegos, através da Revista Veja Falada.
A oftalmoscopia ou exame de fundo de olho, que permite diagnosticar problemas precocemente nos recém-nascidos deve-se tornar obrigatório em todas as maternidades brasileiras.
A lei que estatele a obrigatoriedade foi aprovada há algum tempo no estado do Mato Grosso. Posteriormente, lei semelhante foi aprovada por unanimidade na câmara municipal de Curitiba. Em Minas Gerais e Manaus há propostas semelhantes. O projeto do deputado Gilmar Machado, na câmara federal, e do senador Marcelo Crivela, no senado, deve estender a norma para todo Brasil. O oftalmologista Virgílio Seturion, que é diretor do Instituto de Moléstias oculares explica que o exame avalia as condições do humor vítreo, do humor aquoso, da retina, dos nervos sanguíneos e do nervo óptico que leva os estímulos visuais já convertidos em sinais elétricos até o cérebro.
Para o especialista, as pessoas que fazem o exame oftalmológico anual devem também ser submetidas a oftalmoscopia, pois o exame é capaz de detectar glaucoma, distúrbios da retina, além de males ligados não diretamente a visão, como diabetes, leucemia, inflamações reumáticas, tuberculose, toxoplasmose, desequilíbrios da tireoide, entre outros.
Seturion afirma que o ideal é que os bebês já fossem submetidos ao exame logo após o nascimento, e isso é necessário principalmente para prematuros e filhos de mãe que tiveram infecções durante a gestação. A oftalmo pediatra Maria José Carrari diz que nos recém-nascidos o exame identifica a existência de retinoblastoma, uma espécie de tumor, a catarata congênita, a retinoplastia da prematuridade que pode resultar em cegueira e também o citomegalovírus e sífilis que podem levar a visão normal. Ela explica que é muito importante o diagnóstico precoce dos problemas da visão, e que indícios da visão subnormal podem ser verificados pela própria família. São sintomas, por exemplo, o desinteresse da criança em olhar para os brinquedos e não reconhecer os rostos familiares, guiando-se mais pelos sons, e ao seguir diariamente objetos e pessoas.
FONTE: Fundação Dorina Nowill para Cegos, através da Revista Veja Falada.
sábado, 12 de novembro de 2011
Criança e consumo.
Muitas e graves são as questões que envolvem a infância brasileira. A relação da criança com o consumo, embora esteja na raiz da desigualdade e da violência, não aparece como preocupação, muito menos prioridade. Por outro lado, hoje, a mídia compartilha igualmente da socialização e formação da criança, sem qualquer responsabilidade sobre ela, que ainda cabe apenas à família e à escola.
Nem todas as crianças tem acesso a todas as mídias. Para a grande maioria delas, por mídia, no Brasil, entenda-se a televisão, que está em 98% dos lares, moradias e de tudo que se pareça com isso. A criança brasileira é uma das campeãs mundiais no tempo médio diário que assiste a tevê, onde o consumo dita as regras. De acordo com levantamento do Ibope, crianças de 4 a 11 anos, das classes A, B e C, passam, em média, quatro horas e 54 minutos diante da tela. Em áreas de maior vulnerabilidade social e econômica, esse tempo médio chega a espantosas nove horas por dia. Enquanto o período médio no ambiente escolar não passa de três horas e 15 minutos, segundo estudo elaborado pela Fundação Getúlio Vargas em 2009.
E mais: segundo pesquisa Datafolha de março de 2010, a televisão é o entretenimento preferido das crianças, acima de brincadeiras com amigos e andar de bicicleta. Isso sem levar em consideração o computador, diante do qual crianças de maior poder aquisitivo têm vivido os melhores anos da infância, desenvolvendo uma dependência que tem se tornado patológica em alguns casos.
Definitivamente não estamos preparando as crianças para se tornarem consumidores conscientes, até porque, para muitos pais, a ditadura do consumo se torna uma aliada, compensando ausências, substituindo valores e palavras. Que malcriação resiste a um Danoninho de morango? Que maior prova de amor do que um Playstation de última geração? Só mesmo um seguro, aquele que, garante o banco, faz do cliente um pai de verdade, o melhor pai do mundo.
*Fonte: Jornal A Tarde, do dia 09/11/11.
Estou transcrevendo mais uma vez um artigo do Jornal A Tarde por entender que o conteúdo deste nos remete a analisá-lo profundamente e rever os nossos conceitos. Achei bastante pertinente, pois o texto acima coaduna com o tema debatido na audiência pública acontecida no dia 10 deste mês, na Câmara de Vereadores, sobre a violência entre os jovens e adolescentes nas escolas e fora delas.
Precisamos continuar debatendo este assunto na nossa sociedade em tantos locais quanto sejam possíveis, pois só assim encontraremos um caminho para mudar a situação hoje vigente.
Até a próxima !
Nem todas as crianças tem acesso a todas as mídias. Para a grande maioria delas, por mídia, no Brasil, entenda-se a televisão, que está em 98% dos lares, moradias e de tudo que se pareça com isso. A criança brasileira é uma das campeãs mundiais no tempo médio diário que assiste a tevê, onde o consumo dita as regras. De acordo com levantamento do Ibope, crianças de 4 a 11 anos, das classes A, B e C, passam, em média, quatro horas e 54 minutos diante da tela. Em áreas de maior vulnerabilidade social e econômica, esse tempo médio chega a espantosas nove horas por dia. Enquanto o período médio no ambiente escolar não passa de três horas e 15 minutos, segundo estudo elaborado pela Fundação Getúlio Vargas em 2009.
E mais: segundo pesquisa Datafolha de março de 2010, a televisão é o entretenimento preferido das crianças, acima de brincadeiras com amigos e andar de bicicleta. Isso sem levar em consideração o computador, diante do qual crianças de maior poder aquisitivo têm vivido os melhores anos da infância, desenvolvendo uma dependência que tem se tornado patológica em alguns casos.
Definitivamente não estamos preparando as crianças para se tornarem consumidores conscientes, até porque, para muitos pais, a ditadura do consumo se torna uma aliada, compensando ausências, substituindo valores e palavras. Que malcriação resiste a um Danoninho de morango? Que maior prova de amor do que um Playstation de última geração? Só mesmo um seguro, aquele que, garante o banco, faz do cliente um pai de verdade, o melhor pai do mundo.
*Fonte: Jornal A Tarde, do dia 09/11/11.
Estou transcrevendo mais uma vez um artigo do Jornal A Tarde por entender que o conteúdo deste nos remete a analisá-lo profundamente e rever os nossos conceitos. Achei bastante pertinente, pois o texto acima coaduna com o tema debatido na audiência pública acontecida no dia 10 deste mês, na Câmara de Vereadores, sobre a violência entre os jovens e adolescentes nas escolas e fora delas.
Precisamos continuar debatendo este assunto na nossa sociedade em tantos locais quanto sejam possíveis, pois só assim encontraremos um caminho para mudar a situação hoje vigente.
Até a próxima !
terça-feira, 8 de novembro de 2011
MAIS RESPEITO AOS IDOSOS E AOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA.
Fala-se muito em nosso país sobre as leis que concedem direitos às pessoas idosas e as portadoras de deficiência. Porém na prática, infelizmente, as coisas não acontecem como imaginamos, particularmente, no que diz respeito à gratuidade do transporte coletivo e, mais precisamente, na nossa região metropolitana.
Senão vejamos:
O artigo 207 da Constituição Estadual de 1989, no seu parágrafo único, diz: “Para fins do disposto neste artigo, são também considerados transportes coletivos urbanos de passageiros os que circulam em áreas metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões existentes ou que venham a ser criadas”. Esse dispositivo não é respeitado porque as empresas de transporte rodoviário metropolitano que detém a concessão de operação nas linhas da região alegam que o artigo 207 da Constituição Estadual não está regulamentado em lei.
Infelizmente, a gratuidade às pessoas portadoras de deficiência é concedida através de uma avaliação dos motoristas no ato do embarque e segundo os mesmos, cumprem orientação das empresas; isto é, o cidadão só viaja se o motorista assim o desejar.
Como podemos observar, já passaram 22 anos da promulgação da Constituição Estadual e os nossos nobres deputados na Assembleia Legislativa parecem não ter nenhum interesse no assunto. Será que os mesmos rendem-se ao forte lobby exercido pelos empresários?
É preciso lembrar a estes deputados que as pessoas portadoras de deficiência e seus familiares votam e pagam os impostos que pagam os seus salários.
Os amigos simõesfilhenses que são detentores dos direitos não respeitados, fiquem atentos, pois em 2012 haverão eleições municipais e muitos candidatos que representam deputados irão às suas portas pedirem votos.
Até a próxima!
*Digitado por Verônica Assis.
Senão vejamos:
O artigo 207 da Constituição Estadual de 1989, no seu parágrafo único, diz: “Para fins do disposto neste artigo, são também considerados transportes coletivos urbanos de passageiros os que circulam em áreas metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões existentes ou que venham a ser criadas”. Esse dispositivo não é respeitado porque as empresas de transporte rodoviário metropolitano que detém a concessão de operação nas linhas da região alegam que o artigo 207 da Constituição Estadual não está regulamentado em lei.
Infelizmente, a gratuidade às pessoas portadoras de deficiência é concedida através de uma avaliação dos motoristas no ato do embarque e segundo os mesmos, cumprem orientação das empresas; isto é, o cidadão só viaja se o motorista assim o desejar.
Como podemos observar, já passaram 22 anos da promulgação da Constituição Estadual e os nossos nobres deputados na Assembleia Legislativa parecem não ter nenhum interesse no assunto. Será que os mesmos rendem-se ao forte lobby exercido pelos empresários?
É preciso lembrar a estes deputados que as pessoas portadoras de deficiência e seus familiares votam e pagam os impostos que pagam os seus salários.
Os amigos simõesfilhenses que são detentores dos direitos não respeitados, fiquem atentos, pois em 2012 haverão eleições municipais e muitos candidatos que representam deputados irão às suas portas pedirem votos.
Até a próxima!
*Digitado por Verônica Assis.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Juventude e protagonismo feminino.
No último domingo de outubro, a Igreja Católica no Brasil organiza uma série de eventos para chamar atenção sobre a realidade da juventude. Para que isso seja palpável, ela declarou que neste domingo fosse celebrado como Dia Nacional da Juventude.
A juventude é, certamente, de todas as faixas etárias, aquela que mais é afetada com as mudanças que ocorrem na sociedade. E, se o tempo que estamos vivendo é visto como uma mudança de época, a juventude, além de ser protagonista, também é vítima dessa mudança. É fato que muitas coisas estão mudando na sociedade por causa da ação dos jovens. Mas também é fato que os jovens sentem falta de “critérios mais profundos que afirmam identidades e estabelecem relações”. Eles “são os mais expostos ao drama do abandono e ao perigo das drogas, da violência, da venda de armas, do abuso sexual, bem como a falta de oportunidades e perspectivas de futuro” (DGAE n° 109).
A sociedade, muitas vezes, usa os jovens para “fazer dinheiro” incitando-os ao consumismo e organizando bailes e eventos com o objetivo de arrecadar fundos às custas da juventude. Depois disso, de forma hipócrita, condena os jovens que se viciaram nas drogas, entraram na prostituição, cometem roubos ou provocam acidentes no trânsito.
Frente a isso, os bispos do Brasil afirmam que os jovens merecem uma atenção especial. “A beleza da juventude e os inúmeros desafios para a plenitude de sua vida exigem urgentes iniciativas pastorais nas diversas instâncias de nossa ação evangelizadora”. O desafio é organizarmos “um caminho que garanta o crescimento da animação dos jovens em vista de sua identidade de discípulos missionários de Jesus Cristo”, combatendo a violência e o uso de drogas (DGAE n° 81).
O tema proposto como reflexão para o Dia Nacional da Juventude de 2011 é “Juventude e protagonismo feminino”. O lema que anima os encontros é “jovens mulheres tecendo relações de vida”. É um chamado especial à juventude feminina, no sentido de ela se sentir protagonista na construção de uma sociedade fraterna e inclusiva. Também é um chamado à sociedade para que valorize a juventude feminina em sua capacidade de “tecer relações de vida”.
Que a passagem do Dia Nacional da Juventude motive as comunidades a lançarem um olhar amoroso para os jovens, provocando ações que os levem a “organizarem o seu projeto pessoal de vida”. E que sempre mais em nossas comunidades se faça um verdadeiro trabalho de evangelização da juventude, são os nossos desejos e votos.
*Dom Canízio Klaus / Bispo de Santa Cruz do Sul – RS
Fonte: site da CNBB
Caros amigos e correligionários: A transcrição deste artigo, publicado na sessão RELIGIÃO, do Jornal A Tarde, é para que juntos possamos refletir e encontrarmos caminhos para defesa dos nossos jovens. Não podemos concordar com a visão dos nossos governantes, que querem combater a violência entre os jovens com a redução da idade penal, ou então com o famigerado controle de natalidade através da vasectomia e da laqueadura de trompas. No meu entendimento, esta atitude dos governantes é de colocar o lixo em baixo do tapete, que eles mesmos poderão tropeçar a qualquer momento.
É preciso que a sociedade esteja organizada para dizermos aos nossos governantes que os jovens filhos de trabalhadores e trabalhadoras de um poder aquisitivo menor não nasceram para serem marginais, e sim necessitam que seus direitos sejam respeitados.
*Digitado por Kleyton Assis.
A juventude é, certamente, de todas as faixas etárias, aquela que mais é afetada com as mudanças que ocorrem na sociedade. E, se o tempo que estamos vivendo é visto como uma mudança de época, a juventude, além de ser protagonista, também é vítima dessa mudança. É fato que muitas coisas estão mudando na sociedade por causa da ação dos jovens. Mas também é fato que os jovens sentem falta de “critérios mais profundos que afirmam identidades e estabelecem relações”. Eles “são os mais expostos ao drama do abandono e ao perigo das drogas, da violência, da venda de armas, do abuso sexual, bem como a falta de oportunidades e perspectivas de futuro” (DGAE n° 109).
A sociedade, muitas vezes, usa os jovens para “fazer dinheiro” incitando-os ao consumismo e organizando bailes e eventos com o objetivo de arrecadar fundos às custas da juventude. Depois disso, de forma hipócrita, condena os jovens que se viciaram nas drogas, entraram na prostituição, cometem roubos ou provocam acidentes no trânsito.
Frente a isso, os bispos do Brasil afirmam que os jovens merecem uma atenção especial. “A beleza da juventude e os inúmeros desafios para a plenitude de sua vida exigem urgentes iniciativas pastorais nas diversas instâncias de nossa ação evangelizadora”. O desafio é organizarmos “um caminho que garanta o crescimento da animação dos jovens em vista de sua identidade de discípulos missionários de Jesus Cristo”, combatendo a violência e o uso de drogas (DGAE n° 81).
O tema proposto como reflexão para o Dia Nacional da Juventude de 2011 é “Juventude e protagonismo feminino”. O lema que anima os encontros é “jovens mulheres tecendo relações de vida”. É um chamado especial à juventude feminina, no sentido de ela se sentir protagonista na construção de uma sociedade fraterna e inclusiva. Também é um chamado à sociedade para que valorize a juventude feminina em sua capacidade de “tecer relações de vida”.
Que a passagem do Dia Nacional da Juventude motive as comunidades a lançarem um olhar amoroso para os jovens, provocando ações que os levem a “organizarem o seu projeto pessoal de vida”. E que sempre mais em nossas comunidades se faça um verdadeiro trabalho de evangelização da juventude, são os nossos desejos e votos.
*Dom Canízio Klaus / Bispo de Santa Cruz do Sul – RS
Fonte: site da CNBB
Caros amigos e correligionários: A transcrição deste artigo, publicado na sessão RELIGIÃO, do Jornal A Tarde, é para que juntos possamos refletir e encontrarmos caminhos para defesa dos nossos jovens. Não podemos concordar com a visão dos nossos governantes, que querem combater a violência entre os jovens com a redução da idade penal, ou então com o famigerado controle de natalidade através da vasectomia e da laqueadura de trompas. No meu entendimento, esta atitude dos governantes é de colocar o lixo em baixo do tapete, que eles mesmos poderão tropeçar a qualquer momento.
É preciso que a sociedade esteja organizada para dizermos aos nossos governantes que os jovens filhos de trabalhadores e trabalhadoras de um poder aquisitivo menor não nasceram para serem marginais, e sim necessitam que seus direitos sejam respeitados.
*Digitado por Kleyton Assis.
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